Por Investir Certo

O Ibovespa (índice Bovespa) representa o valor de mercado das empresas mais negociadas na Bolsa de valores de São Paulo, conhecida como B3. Aliás, o nome Bovespa remete ao antigo nome da B3, que era BMF Bovespa, a antiga bolsa de valores de São Paulo.

Aspectos históricos e conceitos essenciais

Para você entender melhor, vamos voltar no tempo, mais exatamente no ano de 1968, quando o índice foi criado com um valor padrão de 100 pontos. Isso significa que na época havia a carteira de ações mais negociadas e relevantes.

Imagens da BOVESPA em meados dos anos 2000.

Se você tivesse R$ 100 investidos no mercado e distribuídos proporcionalmente à relevância de cada empresa, aquele R$ 100 teria evoluído ao longo do tempo para chegar até hoje em R$ 100 mil. Atualmente, se você quiser montar uma carteira, que represente exatamente o que acontece no mercado de ações, será necessário distribuir os R$ 100 mil proporcionalmente aos volumes negociados diariamente.

Composição do índice e revisões

Vale destacar que nem todas as empresas fazem parte do Ibovespa, a cada 3 meses a B3 divulga uma nova composição da carteira que representa os papeis mais negociados nos 12 meses, mas a B3 exclui os papeis menos relevantes. Cerca de 80% da operação diária da B3 está representado no Ibovespa.

Na prática, se você investisse hoje R$ 100 mil na carteira você teria R$ 100 mil distribuídos proporcionalmente ao volume das empresas mais negociadas nos últimos 12 meses na B3.

Por que a negociação de um índice é tão importante?

Primeiro aspecto é a segurança, pois ao investir através de um índice você irá diluir seu risco em diversas empresas, o que sem o índice (ou outros instrumentos) seria necessário um investimento muito maior para a mesma diversificação e segurança. Diversificação é um instrumento de diminuição de risco (na prática não é o único, nem o melhor, mas falamos disso em outro texto).

Outro ponto é para um acompanhamento do desempenho do mercado de ações em geral. O mercado de ações é reflexo de dois fatores: desempenho das empresas e expectativas futuras dos investidores. Ou seja, se tivermos boas perspectivas econômicas, o Ibovespa vai bem. Quando temos perspectivas ruins, o Ibovespa vai mal (e é hora de cobrar de nossos governantes).

E o papel do Gestor de Ações, onde entra nisso?

Quando se compra o Ibovespa não existe essa seletividade, pois trata-se de um fundo passivo (ETF), ou seja, não há seleção de empresas. As mais negociadas estarão dentro do “pacote”, seja por sua qualidade ou por ter muitos investidores “especulando” essa ação.

Quando falamos de um fundo de ações tradicional, o Gestor passa a ter um papel ativo, ou seja, vai tentar selecionar quais ações irão ter bom desempenho e garantir boa rentabilidade nos próximos meses. Nem sempre ele acerta e hoje inclusive há diversos estudos que questionam a capacidade de qualquer gestor em selecionar ações específicas (“stock picking”). Alguns afirmam que pelo seu custo baixo, é sempre melhor comprar o Ibovespa do que comprar fundos de ações ou tentar selecionar ações por conta própria.

Posso procurar Ibovespa no Home Broker?

A resposta direta é não! Você acompanha o índice, digitando o código IBOV. Mas para ter o seu investimento acompanhando o comportamento do Ibovespa, é preciso escolher um produto que espelha esse comportamento. Alguns dos produtos no mercado são os fundos passivos (ETF’s – Exchanged Trade Found), que são fundos de índices. Os exemplos mais conhecidos no Brasil são: BOVA11 e SMAL11.

E tem também os fundos indexados, indicados para quem está começando, com investimentos mais acessíveis e distribuídos proporcionalmente às ações do mercado, sem precisar gastar com taxa de corretagem, você compra ações das empresas mais relevantes do mercado com apenas 1 cota.

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